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SESSÃO ASSÍNCRONA

Ateliês de mandarim: conhecer e valorizar uma língua e uma cultura diferentes

Ateliês de mandarim: conhecer e valorizar uma língua e uma cultura diferentes

por Sandra Isabel Cabral de Carvalho e Melo Alves Gregório - Número de respostas: 1

Título:  Ateliês de mandarim: conhecer e valorizar uma língua e uma cultura diferentes

Breve descrição da atividade:

No meu Agrupamento, a Biblioteca Escolar tem vindo a proporcionar aos alunos dos 3.º e 4.º anos sessões de sensibilização à aprendizagem do mandarim, dinamizadas quinzenalmente por uma professora de mandarim. Estas sessões permitem aos alunos ter um primeiro contacto com a língua, aprender algumas palavras e expressões simples e conhecer diferentes aspetos da cultura chinesa.

No ano passado, a minha turma estava no 3.º ano e como a Semana Cultural da escola foi dedicada à interculturalidade, decidimos dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos ateliês, através da exploração da canção tradicional chinesa Mo Li Hua, cujo título significa “Flor de Jasmim”.

Durante os dois meses que antecederam a festa de final de ano, ouvimos a canção, conversámos sobre o significado do título e sobre o seu enquadramento na cultura chinesa e preparámos uma coreografia, tendo como referência um vídeo disponível na Internet.

Na festa de final de ano, algumas alunas do 11.º ano do agrupamento, que estudavam mandarim, interpretaram a canção. De seguida, os alunos do 3.º ano apresentaram a coreografia que tinham preparado, ao som de uma gravação da mesma canção.

Como a Biblioteca Escolar contribuiu para a atividade

A Biblioteca Escolar teve um papel fundamental na promoção e continuidade dos ateliês de mandarim destinados aos alunos dos 3.º e 4.º anos. A professora bibliotecária, que desempenha também funções de coordenação do mandarim no agrupamento, assegurou a articulação com a professora de mandarim e entre as diferentes escolas e níveis de ensino.

Esta articulação permitiu proporcionar aos alunos do 1.º Ciclo uma experiência diferente e significativa, bem como estabelecer uma ligação com as aprendizagens realizadas pelas alunas do ensino secundário.

Dimensão de Cidadania e Desenvolvimento envolvida:

  • Dimensão principal: Pluralismo e Diversidade Cultural;
  • Dimensão transversal: Direitos Humanos.

A atividade permitiu aos alunos conhecer uma língua, uma música e alguns elementos culturais diferentes dos seus. Desta forma, contribuiu para desenvolver a curiosidade, o respeito pela diversidade cultural, a valorização da diferença e uma maior abertura ao conhecimento de outros povos e culturas. De forma transversal, promoveu também valores associados aos Direitos Humanos, nomeadamente o respeito pela dignidade de todas as pessoas, pela igualdade e pela não discriminação em função da língua, da origem ou da cultura.

Recursos complementares

Vídeo da canção e da coreografia de Mo Li Hua, utilizado como referência:

Fotografia: Alunos do 3.º ano preparados para apresentar a coreografia da canção tradicional chinesa Mo Li Hua — “Flor de Jasmim”.

 

 

Anexo Alunos.png
Em resposta a 'Sandra Isabel Cabral de Carvalho e Melo Alves Gregório'

Re: Ateliês de mandarim: conhecer e valorizar uma língua e uma cultura diferentes

por Liliana Melo -
Estimada Sandra,

Parabéns pela excelente partilha!

A atividade "Ateliês de Mandarim: conhecer e valorizar uma língua e uma cultura diferentes" constitui uma proposta muito rica, que promove a interculturalidade de forma natural e significativa desde os primeiros anos de escolaridade. O contacto com uma língua e uma cultura diferentes permite aos alunos alargar horizontes, desenvolver a curiosidade e compreender que a diversidade constitui uma riqueza que importa conhecer e valorizar.

Destaco, em particular, a continuidade dada aos ateliês através da exploração da canção tradicional chinesa **Mo Li Hua (Flor de Jasmim)**. A articulação entre a aprendizagem da língua, a música, a expressão corporal e a preparação da apresentação para a festa de final de ano proporciona uma experiência autêntica, motivadora e memorável, permitindo que os alunos aprendam fazendo e participando.

É igualmente de salientar o papel da Biblioteca Escolar, que assume uma função central de coordenação e articulação entre diferentes ciclos de ensino, docentes e projetos educativos. A ligação estabelecida entre os alunos do 1.º Ciclo e as alunas do Ensino Secundário que estudavam mandarim constitui um excelente exemplo de colaboração entre níveis de ensino, reforçando o sentimento de pertença à comunidade educativa e valorizando as aprendizagens realizadas por todos.

A atividade evidencia, de forma muito clara, o contributo da Biblioteca Escolar para a promoção do **Pluralismo e Diversidade Cultural**, desenvolvendo simultaneamente valores associados aos **Direitos Humanos**, como o respeito pela dignidade de todas as pessoas, pela igualdade de oportunidades e pela valorização das diferentes culturas e línguas.

Obrigada por partilhar uma experiência tão inspiradora, que demonstra como a Biblioteca Escolar pode abrir janelas para o mundo, promovendo a curiosidade, o diálogo intercultural e a formação de cidadãos mais tolerantes, respeitadores e preparados para viver numa sociedade cada vez mais diversa.

Liliana Melo