O surgimento ao público da IA revolucionou, praticamente, todas as esferas da nossa vida. A educação nunca seria exceção! Pela facilidade, pela diversificação, pela ajuda na criação de conteúdos pelo lado dos professores e na produção de trabalhos, pelo lado dos alunos. É impossível evitar que a IA entre na nossa sala mas também fedendo que o professor tem de ter um papel fundamental no seu manuseio: ensinar os alunos a ver/pesquisar/interpretar criticamente a informação que a IA fornece é muito importante para que a) aja envolvimento intelectual por parte do aluno, não seja apenas uma ação de reprodução, de copy paste; b) se dotem os alunos de ferramentas reais para lidar com um mundo cada vez mais digital, sob forte domínio da IA.
Tanto na educação pré-escolar quanto no primeiro ciclo se podem fomentar momentos e atividades cujo propósito é a exploração e manipulação de ferramentas de IA. Desde criar histórias animadas, por exemplo, a construir em grupo jogos e quizzes ou até mesmo apresentações de pequenos trabalhos de grupo. Idealmente, planear um itinerário de atividades e exercícios que, gradualmente, ajudem os alunos a aprender a usar estas ferramentas de forma prática e lúdica.
O lado mais negativo associado às IA está mesmo relacionado com um adormecimento do nosso pensamento crítico e das nossas competências de pesquisa, síntese e confirmação de dados. E se nós, adultos, podemos cair neste tipo de adormecimento, os alunos, por sua vez, nem chegam a desenvolver as competências acima descritas, o que é desastroso para o seu desenvolvimento cognitivo, académico e profissional.
Torna-se crucial olhar para as IA como um assistente e não como um substituto!
