Boa tarde! Achei muito interessante uma das perspetivas de Isabel Baptista porque precisamente, meu caso, enquanto professora de violino no Conservatório Nacional, a realidade é bastante diferente daquela que muitas vezes se vive no ensino mais tradicional. As aulas de instrumento são individuais, o que faz com que a relação pedagógica seja muito mais próxima. Não se trata apenas de transmitir conhecimentos técnicos ou musicais. Estando na sala apenas o professor e o aluno, existe um acompanhamento humano constante, onde é necessário compreender o aluno, as suas dificuldades, motivações, inseguranças e até o seu estado emocional.
Muitas vezes, o professor de instrumento acaba também por desenvolver competências de escuta, empatia, incentivo e orientação pessoal. É uma aprendizagem que exige disciplina, sensibilidade, persistência e confiança, e tudo isso se constrói através da relação entre professor e aluno. Por isso, revejo-me bastante na ideia defendida por Isabel Baptista de que educar é também um compromisso ético e humano, e não apenas académico.