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Pensamento depois de ler "Dar Rosto ao Futuro", de Isabel Baptista

Pensamento depois de ler "Dar Rosto ao Futuro", de Isabel Baptista

por Ana de Medeiros Harlé Victorino de Almeida - Número de respostas: 1

Boa tarde! Achei muito interessante uma das perspetivas de Isabel Baptista porque precisamente, meu caso, enquanto professora de violino no Conservatório Nacional, a realidade é bastante diferente daquela que muitas vezes se vive no ensino mais tradicional. As aulas de instrumento são individuais, o que faz com que a relação pedagógica seja muito mais próxima. Não se trata apenas de transmitir conhecimentos técnicos ou musicais. Estando na sala apenas o professor e o aluno, existe um acompanhamento humano constante, onde é necessário compreender o aluno, as suas dificuldades, motivações, inseguranças e até o seu estado emocional.

Muitas vezes, o professor de instrumento acaba também por desenvolver competências de escuta, empatia, incentivo e orientação pessoal. É uma aprendizagem que exige disciplina, sensibilidade, persistência e confiança, e tudo isso se constrói através da relação entre professor e aluno. Por isso, revejo-me bastante na ideia defendida por Isabel Baptista de que educar é também um compromisso ético e humano, e não apenas académico.

Em resposta a 'Ana de Medeiros Harlé Victorino de Almeida'

Re: Pensamento depois de ler "Dar Rosto ao Futuro", de Isabel Baptista

por Sónia Maria Oliveira Fernandes Ramalho -
Olá Ana,

Gostei muito do seu comentário, na medida em que descreve como uma aula de violino pode ser um encontro autêntico entre dois sujeitos. Esta relação "Eu-Tu" mostra que o/a aluno/a não é reduzido a objeto de instrução, mas reconhecido na sua singularidade humana.

Estamos, pois, alinhadas neste compromisso ético e humano que se cumpre na relação pedagógica, no encontro com o Outro e o seu mundo. Um espaço que se constrói através de um exercício ético de presença e responsabilidade, onde o professor deve ser reconhecido como um modelo de comportamento ético e como o maestro de uma práxis humanista, formando pessoas capazes de habitar o mundo com consciência, sensibilidade e humanidade.