Partindo da visualização dos vídeos, o que fez pensar foi a necessidade de repensar o ensino da leitura e da escrita num contexto em que a Inteligência Artificial consegue produzir textos de forma rápida e cada vez mais sofisticada. Isso mostra que a escola não deve ensinar apenas a escrever corretamente, mas também a desenvolver a capacidade de pensar, interpretar, questionar e avaliar criticamente aquilo que se lê e aquilo que a IA produz. Assim, a leitura e a escrita continuam a ser fundamentais, mas passam a estar também ligadas à literacia digital e à capacidade de utilizar a Inteligência Artificial de forma consciente, crítica e responsável. Todos estamos consciente de que a Inteligência Artificial não substitui a aprendizagem da leitura e da escrita, mas desafia-nos a ensinar essas competências de uma forma ainda mais significativa e consciente.
Como diz no primeiro vídeo, “abrandar a leitura digital num mundo onde a velocidade dita as regras, os dados mostram que a pressa tem um custo cognitivo altíssimo”. É com essa consciência que todos temos que repensar a forma como a leitura e a escrita devem ser abordadas. Uma reflexão não só da escola, mas também da sociedade em si, porque afeta todos. O problema de termos leitores apresados que leem rápido, mas leem mal porque não entendem o que leem e daí a contradição entre ler rápido contra parar para pensar.
“Ensinar a ler hoje em dia deverá ser ensinar a abrandar” porque, perante o excesso e a rapidez da informação, é essencial parar, compreender, refletir e pensar criticamente sobre o que lemos. Caso contrário nada mudará...
Isabel Albuquerque