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"A minha viagem... a minha descoberta"

"A minha viagem... a minha descoberta"

"A minha viagem... a minha descoberta"

por Rosária Maria Viegas Neves Pacheco - Número de respostas: 0

Na primeira sessão deste curso de formação fomos convidados a embarcar numa caravela rumo a uma realidade escolar onde todos, todos, todos os alunos das nossas escolas se sintam integrados, respeitados, acolhidos e motivados para adquirir novas aprendizagens, mas, sobretudo, motivados a aprender a olhar o outro como alguém que poderá contribuir para o seu crescimento afetivo e social.

Na entrada da caravela encontrava-se a capitã Diana Silva, dando-nos as boas vindas e apresentando-nos um conjunto de cinco perguntas. Segui atrás dos outros passageiros e lá entrámos na sala de formação.

Comecei a ler e a responder às perguntas que me foram dadas:

  1. Quem sou? Chamo-me Rosária Pacheco e nasci em França - Paris, filha de pais emigrantes e vivo em Faro, cidade dos meus pais, desde os meus cinco anos. Sou professora do grupo 290, Educação Moral e Religiosa Católica, há já quase 30 anos. Este foi o eu terceiro ano no Agrupamento de Escolas Silves Sul como professora de quadro. Um agrupamento com sete escolas (duas de 2º e 3º ciclo e cinco de 1º ciclo) em cinco localidades, desde o mar até ao campo. Como docente desta disciplina, vou a todas as escolas e deparo-me com realidades sociais diferentes em cada dia da semana.
  2. O que faço aqui (na formação)? Alargar os meus horizontes acerca do tema da interculturalidade, uma vez que o meu agrupamento de escolas tem muitos alunos estrangeiros e alguns desses meninos e meninas entram pela minha sala de aula adentro...
  3. Porque vim por este caminho/quem me trouxe? Quem me trouxe? Em primeiro lugar, um colega de EMRC. Falou-me da Associação e dos bons cursos de formação online que tinham. No meu vai e vem diário de Faro a Armação de Pêra, Pêra, Alcantarilha, Algoz e Tunes, com um horário que me faz estar fora de casa das 07:00h às 18:30h, não me sobra muito tempo disponível, nem resistência física para frequentar cursos presenciais. Segui o seu conselho, já fiz dois cursos na APEFP e gostei muito. E como não há duas sem três, cá estou eu a bordo de mais uma navegação online. Em segundo lugar, todos os meus alunos oriundos de outros países (brasileiros, venezuelanos, países de leste, paquistaneses...). O porque vim é fácil de responder. Atendendo à minha realidade escolar, sinto a necessidade de conhecer melhor este novo mundo que temos e munir-me de melhores instrumentos de navegação para chegar a bom porto.
  4. Para onde vou? Sei que estou a ir para uma realidade escolar em que irei estar em contacto com muitos alunos imigrantes/migrantes e que precisarei de ter como instrumentos de navegação um grande espírito de acolhimento e estratégias diversificadas para, da melhor maneira que conseguir, poder chegar a todos.
  5. O que e/ou quem levarei sempre comigo? Nesta viagem levarei um coração aberto para acolher da melhor maneira todos os alunos que vão continuar a chegar, vindos de outros "mundos"; o rosto de todos os meus alunos imigrantes/migrantes (porque eu também já estive nessa posição); e todos os meus colegas de formação e a nossa capitã Diana Silva, pois sei que não esquecerei as partilhas das nossas experiências e que irei aprender muito com elas.

Tendo escrito as respostas no meu Diário de Bordo, senti-me mais confiante para embarcar nesta viagem.

 

                                              Aos vinte dias do mês de julho de 2026

                                                            Rosária Pacheco