A minha escola tem assumido a prevenção de atitudes discriminatórias e a promoção da interculturalidade como parte integrante do seu projeto educativo, traduzindo essa preocupação em iniciativas concretas que envolvem alunos, professores e famílias.
A atividade de que melhor me recordo foi a exposição de trabalhos e de elementos culturais dos alunos que chegaram do estrangeiro, sobretudo de São Tomé e Príncipe. Mais do que uma simples mostra, foi uma oportunidade de dar voz e visibilidade a estes alunos, que puderam apresentar aos colegas a sua história, os seus costumes e a riqueza das suas origens. Ao colocar a sua cultura no centro, e não à margem, a escola transmitiu uma mensagem clara: a diferença é motivo de valorização e de aprendizagem, e não de exclusão.
A par desta iniciativa, destaco também a mostra de danças e músicas dos países de origem, integrada nas festas de cada período. Estes momentos de partilha, abertos a toda a comunidade educativa, contribuíram para que os diferentes percursos culturais fossem conhecidos e celebrados por todos, reforçando o sentido de pertença.
Por fim, refiro o programa de acompanhamento dos alunos recém-chegados, desenvolvido ao longo de todo o ano letivo. Através de uma atenção constante às relações entre pares e de um diálogo próximo e regular, procura-se compreender se estes alunos se sentem bem e efetivamente integrados, prevenindo situações de isolamento ou de discriminação antes que se instalem.