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Eco Antigo na Penumbra Moderna: A Imutável Busca pelo Sentido

Re: Eco Antigo na Penumbra Moderna: A Imutável Busca pelo Sentido

por Nuno Miguel Martins de Almeida Calamote - Número de respostas: 0
Ao ler esta excelente reflexão percorre-me a pergunta se este sofrimento individual é uma invenção moderna, ou mesmo, contemporânea? Se o ser individual e o reconhecimento deste isolamento do eu para com o outro não será apenas nosso, dos Hiperbóreos, aqueles que deveriam viver felizes e descobrem-se isolados no seu amago incomunicável e profundo? É o questionamento de si, do mais profundo de si, intemporal? Autoreconheceu-se o indivíduo desde sempre? Ou, houve um tempo em que estas perguntas que, tão bem faz, tiveram um caráter coletivo?
Pergunto isto porque ao analisar os lamentos antigos, da Grécia principalmente e, especificamente, no lamento dos brados, vejo sempre uma identidade coletiva. O lamento do soldado que vende o seu esforço na guerra é pela condição que é comum a todos os que partilham a sua sorte e não é um lamento pela situação individual. Serão as perguntas que faz, exclusivas de quem reconheceu e condição humana vivida no individualismo? Será este "mal" nosso ou existe desde os primórdios?