Uma das questões que me surge sempre em autores deterministas que escrevem éticas é a conciliação do determinismo com a apresentação de uma ética: como é que se consolida a negação da existência do livre-arbítrio (acreditamos ser livres apenas porque estamos conscientes dos nossos desejos, mas ignoramos as causas naturais que os determinaram), com a elaboração de uma ética? Parece que, para fazer sentido haver uma ética, deveria haver livre arbítrio... Ou seja, parece um contrassenso escrever um manual de conduta se as nossas ações já estão determinadas à partida.
Percebo o "racional". Mas não deixa de me parecer curioso sermos deterministas e escrevermos uma ética.