O homem deseja a felicidade porque procura reconciliar-se com a existência, mas procura sentido porque percebe que nenhum prazer consegue preencher inteiramente o vazio da condição humana.
A felicidade pertence ao domínio do instante, enquanto o sentido procura responder ao problema do ser. A primeira pode aliviar a vida; o segundo procura justificá-la.
Talvez por isso o homem suporte mais facilmente o sofrimento com sentido do que a felicidade sem fundamento. Porque, no fundo, a questão essencial nunca foi apenas como viver feliz, mas por que razão continuar a viver perante a finitude, o tempo e a morte.