Caro Daniel:
O trabalho apresentado revela uma exploração muito aprofundada e crítica das potencialidades da Inteligência Artificial na criação de instrumentos de avaliação pedagógica. Destaca-se a evolução muito significativa entre os diferentes prompts, sobretudo pela crescente preocupação com a clareza das instruções, a organização do teste e a adaptação ao contexto real da sala de aula.
A aplicação da técnica PCF foi particularmente ambiciosa e bem estruturada, evidenciando um elevado nível de detalhe na definição dos objetivos, do público-alvo, da acessibilidade e dos critérios pedagógicos. É muito relevante a preocupação demonstrada com a inclusão, nomeadamente na criação de uma versão adaptada para alunos com baixa visão, integrando aspetos de acessibilidade visual e simplificação das instruções. A reflexão apresentada revela também maturidade crítica ao reconhecer que, mesmo com prompts muito completos, os resultados podem não corresponder totalmente às expectativas, o que demonstra uma visão realista e consciente das limitações atuais da IA.
Gostei especialmente da ideia de que “no meio está a virtude”, pois mostra que a eficácia de um prompt não depende apenas da quantidade de informação, mas também da clareza, equilíbrio e pertinência das orientações dadas. O trabalho evidencia ainda uma excelente articulação entre didática da leitura, avaliação formativa, inclusão e uso pedagógico da tecnologia.
Parabéns pela profundidade da análise, pela exigência pedagógica e pela qualidade global do trabalho desenvolvido!
Objetivo plenamente atingido!

Liliana Melo