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Contempl(ação) e Tensão entre o ideal político e o ideal individual

Contempl(ação) e Tensão entre o ideal político e o ideal individual

por Márcio Manuel Gonçalves Marques - Número de respostas: 0

A contemplação é entendida por Aristóteles como a atividade intelectual mais elevada que o ser humano pode alcançar (até ao final da sua vida). É essencialmente resultado dum esforço intelectual. Muito distinta da ação prática ( e política).

Defendendo Aristóteles uma felicidade para a pólis, não estará a defesa do ideal da contemplação, como forma mais elevada de ser, em contradição com esse ideal?

Parece existir uma contradição entre aquilo que é o desejável através do esforço pessoal e o ideal político (bem comum; distinto do império) - que nos permite pensar nos três modos de vida, sendo duas delas a política (ativa) e a contemplativa. Sendo a contemplativa mais relevante para a felicidade individual (autocracia), Aristóteles não deixa de defender o ideal de sociedade política (justa). Mais uma vez se assiste à tensão entre o ideal do império e o ideal da pólis.

Para além disso, curioso que se possa pensar na figura de Alexandre como uma projeção do que seria o ideal ético (idealizado por Aristóteles)... fez-me pensar no ideal defendido por Platão em que a pólis deveria ser governada pelo Filósofo! 

A solução parece estar na hierarquia e na complementaridade!