Considero que são atitudes filosóficas uma vez que não respondem de modo definitivo ao problema de sabermos onde têm origem as nossas crenças fundacionais, muito embora considero que cada uma delas tenha deixado em aberto problemas, não fosse a área em estudo em questão a Epistemologia, ambas apresentem argumentos válidos para se defender a tese de que o conhecimento seja possível, embora, quer o argumento empirista quer o argumento racionalista, não sejam sólidos.
Considero que ambos os modelos de conhecimento alcançaram resultados muito embora sejam realistas como Moore, a meu ver de um modo injustificado, a apresentarem resultados quanto ao problema cético.
Não me interessa saber se posso saber tudo, interessa-me saber se sei algumas coisas, e quanto a esta via, Descartes foi um mestre.
Lamento Dr. António Damásio, alegar-se que o fato de não se localizar a interface no cérebro entre a alma (mente humana) e o corpo (externalismo) não é condição necessária para achar que Descartes cometeu um erro, e se formos por essa via, acharmos que a Filosofia se pode reduzir à ciência é não termos percebido nada do pensamento de Nietzsche que tanto assolou aqueles "homens de fim de século".
Em Suma: devemos muito a Descartes, mesmo aqueles que acham que ele deve ser o seu saco de boxe
Diria que o facto de terem hoje onde bater só revela a importância que Descartes teve para a História da Filosofia.
João R. Silva
Considero que ambos os modelos de conhecimento alcançaram resultados muito embora sejam realistas como Moore, a meu ver de um modo injustificado, a apresentarem resultados quanto ao problema cético.
Não me interessa saber se posso saber tudo, interessa-me saber se sei algumas coisas, e quanto a esta via, Descartes foi um mestre.
Lamento Dr. António Damásio, alegar-se que o fato de não se localizar a interface no cérebro entre a alma (mente humana) e o corpo (externalismo) não é condição necessária para achar que Descartes cometeu um erro, e se formos por essa via, acharmos que a Filosofia se pode reduzir à ciência é não termos percebido nada do pensamento de Nietzsche que tanto assolou aqueles "homens de fim de século".
Em Suma: devemos muito a Descartes, mesmo aqueles que acham que ele deve ser o seu saco de boxe
Diria que o facto de terem hoje onde bater só revela a importância que Descartes teve para a História da Filosofia.
João R. Silva