Ocorreu-me pensar o 'silêncio de Deus', a partir da obra Silêncio de Shusako Endo: 'Senhor, porque te calas? Porquê te obstinas no teu silêncio?'
O que dita a minha sensibilidade:
o silêncio de Deus que aparece como experiência-limite diante do sofrimento humano, que aparece também, como solidão (divina e humana), traduzida eventualmente, em angústia e responsabilidade ética, o silêncio de Deus encarado como escandaloso e que sustenta a impotência e a espera. Um silêncio que dói.