Olá, Maria do Céu.
Para instigar a reflexão, deixo algumas questões às suas questões:
- Esse sentido que buscamos existe à partida e portanto trata-se de o descobrir e atualizar na nossa vida ? (a pergunta - "vivemos para ser felizes?", se respondida afirmativamente, parece abrir essa possibilidade) ou o sentido deverá ser gradualmente construído, inventado e reinventado?
- E haverá algum sentido universal, ou esse sentido que procuramos é apenas o nosso, individual?
Se não há um sentido universal, qual o papel fundamental das religiões?
Se há, o seu papel fica mais claro. Eis uma hipótese: conferem técnicas de harmonização ou sintonização do individual com o universal. A experiência religiosa por excelência, e isso é transversal ás diferentes religiões (ainda que, por vezes, em correntes menos ortodoxas) parece ser, justamente, a anulação do indivíduo (a parte) no universal (o todo).
E se assim for, caso encontremos técnicas que possibilitem esta experiência de dissolução do eu em algo que ultrapassa noutras atividades humanas (ex: desporto, arte, etc), será que podemos alargar um entendimento da dimensão religiosa para lá do religioso? Que consequência socais teria isto?
E já agora: se não há um sentido universal, poderá continuar a haver um sentido individual, isto é, para cada humano? Ou estará a existência deste dependente da existência do primeiro?
E ainda: se o sentido não for mais do que uma criação (sempre retroativa) do nosso cérebro, tendo em vista a sua sobrevivência? Porá isto em causa o valor que conferimos ao sentido?
Deixo-a com estas questões (às quais também não tenho respostas definitivas!)
Cumprimentos,
Tiago Ribeiro.
Para instigar a reflexão, deixo algumas questões às suas questões:
- Esse sentido que buscamos existe à partida e portanto trata-se de o descobrir e atualizar na nossa vida ? (a pergunta - "vivemos para ser felizes?", se respondida afirmativamente, parece abrir essa possibilidade) ou o sentido deverá ser gradualmente construído, inventado e reinventado?
- E haverá algum sentido universal, ou esse sentido que procuramos é apenas o nosso, individual?
Se não há um sentido universal, qual o papel fundamental das religiões?
Se há, o seu papel fica mais claro. Eis uma hipótese: conferem técnicas de harmonização ou sintonização do individual com o universal. A experiência religiosa por excelência, e isso é transversal ás diferentes religiões (ainda que, por vezes, em correntes menos ortodoxas) parece ser, justamente, a anulação do indivíduo (a parte) no universal (o todo).
E se assim for, caso encontremos técnicas que possibilitem esta experiência de dissolução do eu em algo que ultrapassa noutras atividades humanas (ex: desporto, arte, etc), será que podemos alargar um entendimento da dimensão religiosa para lá do religioso? Que consequência socais teria isto?
E já agora: se não há um sentido universal, poderá continuar a haver um sentido individual, isto é, para cada humano? Ou estará a existência deste dependente da existência do primeiro?
E ainda: se o sentido não for mais do que uma criação (sempre retroativa) do nosso cérebro, tendo em vista a sua sobrevivência? Porá isto em causa o valor que conferimos ao sentido?
Deixo-a com estas questões (às quais também não tenho respostas definitivas!)
Cumprimentos,
Tiago Ribeiro.