Na sequência da primeira sessão e em consonância com o que são as novas tendências de perpetuar a interação digital com os entes que já não estão fisicamente presentes, partilho algumas questões:
O ideal de eternidade de que as novas tendências digitais de perpetuação de memória são compatíveis com a dimensão intrinsecamente humana da busca de sentido?
Será possível pensar a identidade à margem da consciência reflexiva da finitude? Não será esta consciência a condição fulcral para nos construirmos como pessoa na nossa singularidade no sentido holístico da mesma?
Querer "ser sempre para sempre" não é uma forma de fuga à construção do ser que somos, pela nossa finitude e inacabemento, "obrigados" a construir na interação física, intelectual, ético-moral, socio afetiva e espiritual connosco e com os demais?
É sustentável a elevação de cada um à condição humana aliada à dimensão ético-espiritual (distintiva de outros seres) num contexto que mascara o luto constitutivo da perda no tocante à corporalidade com todas as dimensões que lhe constitutivas?