Na minha opinião a Inteligência Artificial não deve ser encarada como um substituto do docente, mas sim como um catalisador de competências. A sua maior vantagem reside na libertação de tempo em tarefas burocráticas e mecânicas, permitindo um foco renovado na relação interpessoal e na mediação da aprendizagem.
No âmbito da diferenciação pedagógica, a IA permite, por exemplo, adaptar um texto complexo para diferentes níveis - simplificando o vocabulário para alunos com necessidades específicas ou aumentando o desafio para alunos com desempenho superior. Além disso , torna os recursos didáticos mais apelativos, permitindo gerar, em poucos minutos, questionários de escolha múltipla ou exercícios de interpretação com base em documentos externos.
Contudo, subsiste a preocupação de que o uso acrítico da tecnologia leve à atrofia do raciocínio lógico e da escrita autêntica. É, por isso, fundamental que a IA seja vista como um ponto de partida e nunca como o produto final.
