Ler e escrever na era da IA
Visualizei os dois vídeos atentamente e subscrevo completamente aquilo que é mencionado nos mesmos. Contudo, com leitora compulsiva que sou (e à moda antiga, em suporte de papel!), gostei mais do primeiro (embora não possamos dissociar a leitura da escrita). Os números apresentados são preocupantes: Entre 2018 e 2026 houve uma quebra de 30% na leitura, mais propriamente, na proficiência da leitura. Há um paradoxo digital; podemos ler, mas não de uma forma correta; fazemo-lo apressadamente. Esta pressa, esta “velocidade furiosa” vem do “Srcoll” infinito!
Se dantes a questão era papel versus ecrã, agora esta questão já não se coloca; há que abrandar, para ler mais e melhor. Há que refletir naquilo que é lido, para melhor aprender e apreender. Como professora, vejo muitas vezes que os alunos respondem rapidamente a enunciados escritos, mas nem sempre da forma mais correta… é importante abrandar, questionar os factos, as “fake news”, ver aquilo que realmente faz sentido, comparar fontes de informação. Temos tecnologia, informação, mas está tudo muito fragmentado, e nem sempre é real e credível. É preciso pensar, pois, cada vez mais, e parafraseando Descartes, “Penso, logo existo”. Na era da IA, não deixarei que pensem por mim!