O prazer não é o objetivo da vida humana, para Aristóteles. O fim da vida humana é a eudaimonia. Mas o prazer acompanha a vida virtuosa. Qual é a importância/o papel do prazer na ética de Aristóteles?
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Re: Ética e prazer
por Ana Isabel Correia Banheiro -Creio que a própria satisfação/ prazer em atingir a virtude entra aqui, como meio para atingir o fim - a vida virtuosa. Saber-me no caminho virtuoso, dá-me prazer.
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Re: Ética e prazer
por Cláudia Sofia Sereno Vieira -O prazer está ligado à própria realização da atividade virtuosa. Quando uma pessoa age de acordo com a virtude e reconhece que está a viver bem, sente satisfação nessa realização. Assim, o prazer não é o fim da ação, mas acompanha e aperfeiçoa a vida virtuosa, contribuindo para a realização da eudaimonia.
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Re: Ética e prazer
por José Júlio Maria de Almeida -Aristóteles chega a dizer que a marca de quem é verdadeiramente virtuoso não é apenas agir bem, mas sentir prazer ao agir bem e, por outro lado, sentir dor perante o vício. Quem pratica atos de coragem, mas sofre a fazê-lo ainda não tem a virtude plenamente formada ainda não é virtuoso. O prazer deixa assim de ser um "acompanhante" acidental e passa a ser quase um critério diagnóstico da virtude: julgamos o caráter de alguém, diz Aristóteles, pelo prazer ou desprazer que sente perante as próprias ações.