Tendo em conta a exigência aristotélica de que a política se subordine à virtude e ao bem comum, faz sentido continuarmos a persistir neste ideal ético aos nossos governantes ou devemos aceitar que, inevitavelmente, o exercício do poder não escapa à satisfação de interesses particulares ou partidários?
Ideal aristotélico ou pragmatismo?
por Teresa do Carmo Rocha dos Santos Rodrigues - Número de respostas: 1
Em resposta a 'Teresa do Carmo Rocha dos Santos Rodrigues'
Re: Ideal aristotélico ou pragmatismo?
por António José Ladeiras de Sousa -Compreendo a sua observação. No entanto, não devemos permitir que o desânimo e a descrença, se alguma vez aparecerem, venham para ficar. Embora seja difícil eliminar os interesses particulares da política, o ideal aristotélico não deve ser posto de parte. É um imperativo vigiar os governantes e exigir-lhes a procura da virtude e do bem comum. Diria que tal é essencial para limitar abusos de poder e manter uma referência ética para a ação política. Esse deve ser o foco de todo aquele que se quer comportar virtuosamente e se interessa verdadeiramente pela política e pelo bem comum.