Porque é que a ética e a política, em Aristóteles, não funcionam uma sem a outra?
Viva, Nuno,
Há um estreito vínculo ético-político no pensamento de Aristóteles, o qual se explica, pelo que temos vindo a explorar na formação, primordialmente, pelo contexto em que foi forjado. Toda a problemática atinente ao domínio macedónio e à posterior reação grega relativa à morte de Alexandre, o Grande, evidencia uma tensão em que a modalidade governativa contrastava com o que os cidadãos sentiam como adequado ao seu florescimento. Deste modo, a permanente reflexão acerca do que se coaduna (ou não) com o bem humano tem respaldo nas garantias que, a esse nível, a dimensão política da vida coletiva pode providenciar.
Há um estreito vínculo ético-político no pensamento de Aristóteles, o qual se explica, pelo que temos vindo a explorar na formação, primordialmente, pelo contexto em que foi forjado. Toda a problemática atinente ao domínio macedónio e à posterior reação grega relativa à morte de Alexandre, o Grande, evidencia uma tensão em que a modalidade governativa contrastava com o que os cidadãos sentiam como adequado ao seu florescimento. Deste modo, a permanente reflexão acerca do que se coaduna (ou não) com o bem humano tem respaldo nas garantias que, a esse nível, a dimensão política da vida coletiva pode providenciar.
Olá Nuno,
a indissociabilidade da ética e da política corresponde á indissociabilidade do homem enquanto ser individual e ser social. Esta indissociabilidade irá sofrer fortes abalos e até momentos de clivagem ao longo dos tempos. Creio que na atualidade, esta dialética ética - política, voltou a ocupar o centro da reflexão, e não apenas filosófica. Os inúmeros episódios/acontecimentos que vamos tendo conhecimento e que, não poucas vezes, revelam a chamada crise de valores mostra-nos o quão sentido faz hoje debater esta temática. Não creio na conceção de uma sociedade sem valores e sem organização política.
a indissociabilidade da ética e da política corresponde á indissociabilidade do homem enquanto ser individual e ser social. Esta indissociabilidade irá sofrer fortes abalos e até momentos de clivagem ao longo dos tempos. Creio que na atualidade, esta dialética ética - política, voltou a ocupar o centro da reflexão, e não apenas filosófica. Os inúmeros episódios/acontecimentos que vamos tendo conhecimento e que, não poucas vezes, revelam a chamada crise de valores mostra-nos o quão sentido faz hoje debater esta temática. Não creio na conceção de uma sociedade sem valores e sem organização política.