Numa vida política cada vez mais marcada pela polarização, pela radicalização do discurso e pela transformação do adversário em inimigo, que lugar podem ainda ocupar as virtudes aristotélicas da prudência, da justiça e da moderação?
Continua a prudência (phronesis) a ser uma virtude política possível ou tornou-se uma desvantagem para quem exerce o poder?
Ser moderado significa procurar sempre o compromisso? Ou a prudência pode exigir, perante a injustiça, uma posição firme e sem compromisso?
Doze Homens em Fúria (12 Angry Men) - Sugiro este filme, já um clássico, ajudar os alunos a compreender o fenómeno da polarização de um grupo e a refletir sobre a importância da deliberação racional, da prudência e da capacidade de escutar o outro na tomada de decisões. O confronto entre preconceitos, emoções e argumentos permite ainda pensar, a partir da ética aristotélica, de que modo a "phronesis" pode orientar o juízo perante situações concretas e contribuir para uma decisão mais justa.