Não. Para Aristóteles, a verdadeira felicidade (eudaimonia) não é um estado subjetivo isolado, mas uma atividade virtuosa exercida ao longo de toda uma vida. Como o ser humano é um "animal político", a prática plena da virtude depende intrinsicamente de educação moral, leis justas e bens externos (saúde, amigos e recursos), que só uma comunidade boa pode assegurar. Sem essas condições, o exercício da virtude fica severamente prejudicado ou inviabilizado, tornando a felicidade plena impossível nesse contexto.