O silêncio, a inação, a negação, foi durante o holocausto a atitude generalizada de um povo que não era analfabeto, não vivia no limite da pobreza, valorizava a escola e a cidadania. Daí a pertinência da analogia, do pensamento assustador, sobre o que teríamos feito se fossemos nós a viver, paredes meias, com esta realidade.
Cabe-nos, como professores, refletir criticamente sobre a nossa missão. Aos professores de filosofia cabe não matar a inquietação natural que os alunos manifestam, nestas idades. Como dizia Paulo Freire, sobre a atitude dos adultos face à curiosidade natural das crianças - a resposta mata a pergunta.
A escolaridade obrigatória, ter bens essenciais não é suficiente.
Hoje em dia a indiferença, manifesta-se no consentimento tácito dos discursos de ódio e do populismo, na inação perante as consequências desses discursos. E tudo isto a acontecer nas nossas cidades, no nosso país.
Music Box, é o filme que sugiro. Sobre a coragem de denunciar, doa a quem doer.
Obrigada por todas as sugestões e partilha dos colegas.
Marília Sá