Quando penso em parte sobre esta cadeia concetual emergem memórias de um passado marcado, significado e enriquecido por vidas, hoje ausentes neste plano vital, mas que persistem como uma espécie de solo firme que sustenta, fundamenta e abriga o Eu. Esses pilares vitais, que nos engrandecem no sentimento de orgulho, motores das lutas que empreendemos, das conquistas que alcançamos, inspiradores das nossas ousadias, espíritos que incendeiam os nossos sonhos, que nutrem os nossos anseios, que nos servem de consolo, inspiração e colo, que nos orientam e guiam ao reconhecimento dos grandes valores, à sua prática e conservação, que pacientemente nos acompanham e conduzem à aceitação e à gratidão por tudo o que nos torna abundantes e prósperos, desde o nosso mais profundo interior. O processo é complexo, denso, sofrido, mas libertador. A perda abre um caminho de revelação único, o do auto-conhecimento em que faz morada a Verdade, numa espécie de invisível visível. A perda conduz à Luz da imensidão espiritual e à comunicação transcendente pela fusão interior dos dois mundos. As nossas almas luz desafiam as nossas almas terra a um diálogo autêntico que se faz vida, acontecimento. Nunca estamos sós na nossa solidão. A solidão é a condição da evolução e o espaço para o encontro vital que forma e enforma as nossas consciências. Chegados aqui estão criadas as condições para o questionamento e para o desvendamento da nossa razão de ser como vidas e não como finitudes condenadas e agrilhoadas nas imperfeições e nas limitações. Busca o equilíbrio numa fusão com a natureza em todos os seus elementos, somos seres divinos (por participação na essência ou congenialidade) e essa natureza em nós significa sermos abundantes, prósperos, generosos, gratos e reconhecidos no mérito e no caráter, justamente. Somos comunicação, somos força criadora, somos conhecimento, somos a magia, a alegria, somos razão e intuição, somos liberdade e beleza, somos grandeza e salvação e também todos os contrários! É uma escolha? É um destino? É VIDA, somos a Vida e a Morte; a Morte pode ser uma projeção de mudança de planos e podemos pensá-la como um renascer ou um nascer de novo. Morte é esperança, até do reencontro.
A evolução é um caminho que se vais trilhando com sabedoria e excelência.
Teremos a eternidade inscrita em nós? Seria livre para prescindir dessa eternidade? Poderia olhar a eternidade como uma condenação a um não fim? O que poderia o ser humano ambicionar com a eternidade? Que eternidade deseja o ser humano?