1º - Prompt Simples
https://arcade.padlet.com/game/ZMjgbX4dr7
2º - Prompt Melhorado
https://arcade.padlet.com/game/Qwr6ybeBK2
3º - Prompt construído pela IAG
Escola___________________________________________________ Ano Letivo________
Nome____________________________________________________ Nº_______ Ano - 11º
Atividade de Filosofia: O Enigma da Obra de Arte
| Duração estimada: 90 min.
1. O Desafio do Objeto Impossível
Cenário: Imagina que entras numa prestigiada galeria de arte contemporânea em Lisboa. No centro da sala, sobre um pedestal de mármore, está um smartphone antigo, com o ecrã partido e a bateria inchada, ligado a um carregador que não funciona. O título da obra é "Obsolescência Estética". Ao lado, encontras um talão de um hipermercado que prova que o telemóvel foi comprado por 150€ em 2018, mas a galeria está a vendê-lo como obra de arte por 15.000€.
Questão de Reflexão: Se encontrares este mesmo telemóvel no lixo, é um resíduo eletrónico. Se o encontrares na galeria, é arte? O que é que mudou: o objeto ou o contexto?
2. Tabela de Confronto: Teoria em Ação
Aplica as duas teorias abaixo ao caso do "Smartphone no Pedestal". Identifica como cada uma defenderia (ou não) o estatuto artístico do objeto e quais as falhas dessa interpretação.
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Teoria |
O objeto é Arte? Porquê? (Argumento) |
Objeção / Contra-exemplo |
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Teoria Expressivista (Tolstoi) |
Só se o artista, ao colocar o telemóvel ali, transmitir uma emoção autêntica (ex: angústia pela passagem do tempo) que o público sinta também. |
Podemos ter arte sem transmissão de emoções específicas (ex: música puramente formal ou arte conceptual fria). |
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Teoria Institucional (George Dickie) |
Sim. O objeto é um artefacto e o "Mundo da Arte" (galeristas, críticos) conferiu-lhe o estatuto de candidato a apreciação. |
Esta teoria é circular: diz que arte é o que o mundo da arte diz que é arte. Torna a arte algo arbitrário? |
3. Exercício de Escrita Argumentativa (Ensaio Curto)
Enunciado:
"Morris Weitz afirmou que a arte é um 'conceito aberto', sendo impossível e até indesejável estabelecer uma definição real (essencialista) de arte."
Com base nesta afirmação, redige um texto argumentativo (150-250 palavras) onde respondas à seguinte questão: Será que a arte possui uma essência comum a todas as obras, ou devemos desistir de a tentar definir?
No teu texto, deves obrigatoriamente:
- Apresentar uma tese clara.
- Utilizar pelo menos dois conceitos técnicos (ex: condições necessárias e suficientes, semelhanças de família, propriedades intrínsecas).
- Utilizar conectores lógicos (ex: "todavia", "por conseguinte", "em contrapartida").
- Antecipar uma objeção à tua tese e responder a essa mesma objeção.
Guia de Avaliação (Para o Professor)
Tópicos de Resposta Esperados:
- Posição A (Não-Essencialista/Weitz): O aluno defende que a arte não tem definição real porque é dinâmica e criativa. Apoia-se na ideia de "semelhanças de família" de Wittgenstein.
- Objeção prevista: Se tudo pode ser arte, o conceito torna-se vazio e perde o seu valor distintivo.
- Posição B (Essencialista): O aluno defende que, sem uma definição (mesmo que complexa), não conseguimos distinguir arte de "não-arte". Pode defender a Teoria Formalista ou Expressivista.
- Objeção prevista: A história da arte mostra que novas formas de arte (como o Readymade) rompem sempre com as definições anteriores.
Critérios de Classificação:
- Domínio Conceptual: Rigor na distinção entre teorias.
- Estrutura Argumentativa: Presença de premissas que sustentam a conclusão.
- Capacidade Crítica: Qualidade da resposta à objeção levantada.
Da análise das tarefas é claro que a conseguida através do prompt dado pela IAG é a mais completa e mais dirigida aos alunos, orientando-os de forma mais clara numa tarefa também ela, na sua globalidade, mais exigente. Consegue-se aquilo que importa na Filosofia, a saber a apropriação crítica e argumentativa do conhecimento, sendo ainda possível transformar a aula numa verdadeira interação dialógica onde os alunos devem tomar uma posição de escuta ativa para compreender o outro e as suas ideias, perceber os erros de raciocínio que por vezes só os reconhecemos quando os expressamos em voz alta.
Seria ainda possível que a IAG aperfeiçoasse este prompt e clarificasse ainda mais a tarefa, mesma que correndo o risco que a tornasse demasiado exigente para aluno do 11º ano?
(Editado por Liliana Melo - Terça, 17 de Março de 2026 às 16:40)
