Uma questão pertinente. O imaginário sempre foi um lugar de desconfiança na filosofia. O imaginário tanto pode ser potenciador de novos horizontes como fomentador de ilusões e desilusões. Neste sentido, recordo-me o ponto de vista de Espinosa, que poderia resumir assim: Se imaginamos sem saber que imaginamos, confundimos a imaginação com a realidade e as nossas escolhas poderão ser erróneas. Se imaginamos sabendo que estamos a imaginar, não confundindo imaginação com realidade, então essa imaginação conduz-nos à criatividade e à abertura de novos horizontes de ser e agir - exemplos disto foram Einstein e tantos outros.