As crianças não nascem com preconceitos, elas aprendem-nos. Logo, a escola tem de ser o lugar onde elas aprendem a incluir, a respeitar e a valorizar a diferença.
No dia a dia da sala de aula, prevenir a discriminação começa nos pequenos gestos e nas palavras que escolhemos. Significa, por exemplo, não aceitar as piadas que magoam, nem a exclusão de um colega nos jogos do recreio por ser diferente. Quando um conflito acontece é necessário parar, conversar e ajudar as crianças a colocarem-se no lugar do outro. A empatia ensina-se e treina-se todos os dias através do diálogo.
Para além disso, a prevenção faz-se mostrando que todos têm o mesmo valor. Na nossa escola, usamos histórias com personagens de várias origens, cantamos músicas de vários países e garantimos que rapazes e raparigas têm as mesmas oportunidades, direitos e deveres em todas as atividades. Mostramos que ser diferente na cor da pele, na língua que se fala em casa, no dinheiro que se tem ou nas capacidades físicas não torna ninguém melhor ou pior. A diferença é apenas uma característica, nunca um motivo para afastar alguém.
As crianças aprendem muito por imitação. A nossa atitude com os alunos, com os colegas e com as famílias tem de ser o primeiro exemplo de igualdade.