Relativamente às questões quem sou eu? o que faço aqui?
Trabalho no Agrupamento de Escolas de Pedrógão Grande, grupo 400 de História. Esta Escola, tal como outras do país, tem recebido muitos imigrantes de S. Tomé, Angola, Brasil, Inglaterra, Holanda e Alemanha. A vinda de tantos imigrantes de nacionalidades diferentes, com línguas e culturas tão diversas, tem sido um grande desafio para quem veio, para a direção, para professores e alunos.
Há aspetos positivos, pois aprendemos a lidar com a diferença e a integrar a diversidade. A integração e a inclusão têm sido uma constante. Humanizamo-nos, ao fazer de tudo para agradar e dando o apoio, que consideramos necessário, para uma caminhada que, em nada é fácil.
Há, porém, aspetos negativos, provenientes da diferença: racismo, exclusão e preconceito. São casos pontuais, mas existem. Por isso, faz todo o sentido estar aqui, pois quero conhecer e colocar em prática estratégias pedagógicas e de integração para uma melhor resolução de conflitos provenientes da diferença.
Em relação às questões: porque vim por este caminho? Quem me trouxe? Para onde vou? Ou que/ quem levaria comigo?
Conheço este centro de Formação, com quem gosto de trabalhar. Quero aprender /conhecer e acima de tudo encontrar caminhos, respostas para lidar com a diversidade e com os conflitos provenientes desta heterogeneidade de culturas, raças e etnias.
Quero, desta forma, ir para a inclusão e colaborar na criação de um mundo com mais “empatia” com o outro. Levaria comigo, os conhecimentos adquiridos, mais segurança e mais humanidade. Levaria aqueles que são o meu “porto seguro”, os meus filhos.