"Ser professor professor na interculturalidade" é ultrapassar as fronteiras do nosso quotidiano, do nosso mundo e tentar aproximarmo-nos do outro, procurando colocarmo-nos no seu lugar."
Este ano, na minha primeira aula de apoio, cumprimentei o Chen, o meu aluno de Běijīng, com um "nǐ hǎo", certamente muito mal pronunciado, seguido da tradução. O Chen esboçou um sorriso e voltou a dizer da forma correta, corrigi o " Olá" e ambos nos rimos. Nessa hora que passamos juntos em que eu lhe fiz uma visita guiada pela escola, aprendemos ambos palavras desconhecidas (muitas das quais, reconheço, já me esqueci) mas julgo ter fomentado um bom ambiente uma vontade de aprender, que também me abrange. Certo é, que ao despedir-me, fi-lo com um " Míngtiān jiàn" e um "Até amanhã" cuja pronúncia ambos corrigimos. Reconheço, porém, que tive a tarefa facilitada por estar apenas com um aluno, fora do contexto turma, e tenho a profunda convicção que num contexto de sala de aula, teria sido muito complicado. Tratou-se, no entanto, de um primeira abordagem que, julgo ter promovido alguma empatia. Condição "sine qua non" para aprender.