... é, nos concelhos de Almada e Seixal onde existem mais 70 mil estrangeiros residentes (oficiais), uma tarefa que nos obriga a ter várias competências e sensibilidades.
Antes de mais, aquando da receção do aluno e família na escola, importa perceber, com a mediadora cultural, toda a situação social da/s criança/s e da família: razões e dificuldades da vinda e vida em Portugal. De uma forma geral, penso que o acolhimento que a escola faz aos alunos é de extrema importância para a integração dos mesmos num ambiente escolar multicultural e de confiança. Contudo, isso não basta. Não basta haver das instituições um "multiculturalismo comemorativo" que assinala datas ou festas. É necessário adequar práticas de forma a facilitar a integração, como encontrar pontos de encontro entre todos os alunos, sermos tolerantes à ambiguidade, termos humildade cultural, sermos empáticos e termos uma escuta ativa. Quando os alunos migrantes perceberem que há mais o que nos une do que o que nos separa, estamos a vivenciar um ambiente intercultural. Trazer elementos da comunidade educativa multicultural para a escola para a partilha das suas dificuldades, do seu caminho para o sucesso e interação com os alunos é, por exemplo, um caminho a seguir.