Ao longo da minha experiência profissional, tive alunos de diferentes nacionalidades, destacando-se o caso de dois alunos venezuelanos que ingressaram num curso profissional de Cozinha/Pastelaria sem conhecimentos de português. A aprendizagem tornou-se especialmente desafiante, uma vez que frequentavam uma disciplina de Língua Estrangeira lecionada em inglês e francês, tendo de aprender três línguas em simultâneo.
Para facilitar a sua integração e aprendizagem, recorri a estratégias adaptadas, como fichas com imagens de alimentos e utensílios acompanhadas do vocabulário em inglês e francês, demonstrações práticas, objetos reais, linguagem simplificada e trabalho colaborativo entre colegas. Estas metodologias permitiram uma evolução gradual dos alunos e favoreceram a sua inclusão.
Esta experiência reforçou a importância de adaptar as práticas pedagógicas às necessidades dos alunos, valorizando a interculturalidade e promovendo uma escola mais inclusiva, onde a diversidade cultural é vista como uma oportunidade de aprendizagem, respeito e cooperação.