Esta reflexão sobre o totalitarismo fez-me pensar na fragilidade da condição humana quando os direitos e a dignidade das pessoas são anulados. Arendt mostra-nos que o maior perigo não está apenas na violência do regime, mas também na passividade de quem aceita e cumpre ordens sem as questionar. A realidade dos campos de concentração revela até onde pode chegar a desumanização do ser humano. A expressão "cadáveres vivos" impressionou-me particularmente, porque retrata pessoas que, apesar de continuarem fisicamente vivas, tinham sido privadas da sua identidade, como se a sua humanidade lhes tivesse sido roubada.