Bom dia a todos!
Ontem fiquei com pena de não ter feito uma intervenção na parte final, mas estava com dificuldade em organizar as ideias. Ocorreu-me há pouco que ainda tenho este recurso para participar
Os conteúdos desta ação de formação e a forma brilhante, magistral, profunda, inspiradora com que esta foi ministrada continuam a ressoar em mim. Quero agradecer ao Marcos, foi um privilégio fazer esta viagem que, tal como foi dito, é uma viagem histórica, mas é, acima de tudo, uma viagem antropológica, filosófica, uma viagem em busca de sentidos, de respostas.
A reflexão sobre o Holocausto confronta-nos com o pior da humanidade, uma dimensão medonha, terrível, profundamente difícil de encarar (mas é absolutamente necessário fazê-lo). E mesmo aí, no mais tenebroso e sombrio, há luzes que se acendem e que continuam a iluminar, não obstante a passagem do tempo: são lampejos de humanidade, são nobres centelhas que nos sensibilizam, acalentam, trazem esperança e projetam-nos para o futuro! Que bom que é conhecer essas luzes, que importante que é guardar a sua memória! Que elas nos inspirem a encontrar as nossas próprias luzes internas!
A este propósito lembrei-me do filme "A vida é bela", de Roberto Benigni, que decerto todos conhecem, no qual podemos encontrar justamente estas duas dimensões que, no fundo, compõem o ser humano: por um lado, uma profunda fragilidade, uma vulnerabilidade e, por outro lado, um poderoso ímpeto para a vida e para a defesa de valores, que, de certa forma, estão acima dessa fragilidade individual e, nessa medida, superam-na.
Grata a todos pelas partilhas e votos de vidas belas
