Deixo aqui a sugestão de leitura:
O artigo analisa como a incredulidade diante da maldade extrema durante o Holocausto afetou vítimas, beneficiou perpetradores, abrindo espaço para discursos revisionistas perante a barbárie e perpetuidade do mal.
A ideia chave é que o choque moral e psicológico encetado pela violência nazi, difícil de imaginar e de acreditar, revelando a maldade humana, tão fora da conduta moral, dificultou a reação imediata das vítimas, facilitou a ação dos algozes, permitindo as ideias negacionistas que ,mais tarde, exploraram essa mesma incredulidade para distorcer fatos históricos.
O texto reforça a importância da memória histórica, da educação, daí a escola estar na linha da fente e atenta à "verdade", e da vigilância crítica perante narrativas que minimizam ou distorcem a shoa.
Negar a maldade humana não é, exclusivamente, um erro histórico, mas sim moral. A sociedade contemporânea tem de se consciencializar que o Homem tem a capacidade do Bem vs. Mal, pois só assim se construirão sociedades mais seguras, conscientes, críticas e com autoanálise dos feitos.