- QUEM SOU?
O meu nome é Sónia Múrias e sou professora de Filosofia na Escola Sec Dr. J. Gomes Ferreira Alves, onde já lecciono há cerca de 20 anos. Sou professora há quase 38 anos.
Fui durante 12 anos professora da Universidade Portucalense onde lecionei Pedagogia Social e Sociopedagogia do Tempo livre, no Curso de Educação Social. Fui também docente e metodóloga nos cursos de Formação de Professores. Lecionei tambem cerca de 12 anos na Escola Superior de Educação do Porto nos Mestrados e nos cursos de Formação de Professores.Tenho sido formadora de professores. Escrevi, participei em inúmeros projetos educativos. Fiz muita coisa e passou tudo tão rápido... Mas como a vida não é só trabalho, sou também esposa, mãe de dois filhos e quase avó. Gostaria imenso de escrever livros de filosofia para crianças. Isto tudo parece muita coisa, mas não chega para nos definirmos verdadeiramente, por isso a questão permanece: Quem sou eu?...
2.O QUE FAÇO AQUI?
Como professora de Filosofia leciono este tema nas minhas aulas, mas sempre considerei uma temática muito interessante e estive mesmo para fazer investigação nesta área. Nos tempos difíceis que estamos a atravessar é uma problemática de extrema pertinência. Como dizia o sábio Delors no Livro em Branco para Educação: Aprender a viver juntos é um dos pilares para a educação do século XXI. No momento em que todos sentimos na pele grandes recuos ao nível dos Direitos Humanos, esta problemática é de capital importância. Além disso, com o aumento de alunos oriundos de outros países nas nossas aulas ainda se reveste de maior interesse. No entanto, considero que a temática da interculturalidade é transversal e não se deve circunscrever apenas à questão específica das diferentes culturas. “Cada um de nós pode ser um outro”. Esse exercício de empatia é fundamental sempre
3.PORQUE VIM PARA ESTE CAMINHO?
Este caminho é mais uma porta que se abre na minha aprendizagem. Vim para aprender a lidar com a diversidade, encarada sempre como uma riqueza da nossa humanidade. Vim porque quero aprender novos trilhos, novas estratégias para lutar contra a descriminação, contra a “heterofobia” que muitas vezes até inconscientemente vivemos no nosso quotidiano e nas nossas aulas.
4.PARA ONDE VOU?
Vou até ao fim. Enquanto tiver forças, vou continuar a educar as novas gerações para serem mais tolerantes, mais solidárias, mais humanas e como tal mais atentas ao “outro”, pois só no “outro” nos encontramos a nós mesmos.
5. O QUE LEVAREI COMIGO?
Levarei todos “outros” da minha vida. Os reais e os ficcionais (que aprendemos da literatura, do cinema...). Levarei sempre a minha capacidade reflexiva e crítica, o meu idealismo e de certa forma, a crença de que o mundo ainda pode ser um pouco melhor e mais humanizado. Talvez seja uma crença utópica, mas precisamos de esperança.