A par dos que veem na existência um fardo semelhante ao de Sísifo, há também os que agradecem cada instante que o universo lhes proporcionou por terem sido, ainda que por um breve momento, uma expressão consciente de si mesmo. Possuem o privilégio de contemplar o cosmos a partir do seu interior, de serem o ponto em que o universo se observa e se reconhece. E, depois desse breve vislumbre, desses instantes cósmicos em que o infinito toma consciência de si, regressam ao todo de onde emergiram.
Não será este vislumbre, por si só, razão suficiente para uma vida?
Não será este vislumbre, por si só, razão suficiente para uma vida?