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Sugestão de Filme e Série — Nós Somos a Nossa Própria Felicidade!

Sugestão de Filme e Série — Nós Somos a Nossa Própria Felicidade!

por Clara Beatriz Branco Amorim - Número de respostas: 0

Bom dia,

Gostava de partilhar com todos duas obras cinemáticas que, não só considero que encaixam no tema, como também considero que, de alguma forma, acabaram por moldar a minha própria perspetiva sobre o que pode ser a felicidade e qual o sentido da vida. Apresento-vos a série The Good Place (2016 — 2020), e o filme Hector e a Procura Pela Felicidade (2014).

Para quem não conhece estas obras, a primeira, The Good Place, acompanha Eleanor, uma mulher que, após morrer, é enviada para o lado bom do além, uma espécie de paraíso reservado às pessoas que viveram de forma exemplar. Mas, rapidamente, Eleanor percebe que houve um engano e que não deveria estar ali. Enquanto tenta esconder a verdade, ela procura ajuda de Chidi, um professor universitário de ética moral e filosofia, que, no meio das suas próprias inseguranças, tenta ajudá-la a tornar-se numa boa pessoa. É uma série que combina humor e filosofia com o objetivo de explorar questões sobre a ética e o que significa ser uma boa alma (e que nunca é tarde para mudar).

Nesta série, a felicidade não surge como recompensa individual ou um estado permanente. Mostra, sim, que as pessoas crescem através das relações, da aprendizagem (prática) de questões éticas e a capacidade de se tornarem melhores entre elas. Um dos aspetos que mais me marcou foi a ideia de que o sentido da vida não depende de sermos perfeitos, apenas o nosso melhor, e que estamos em constante processo de desenvolvimento moral.

 

Já a segunda obra, Hector e a Procura Pela Felicidade, conta a história, tal como o título indica, de Hector, um psiquiatra insatisfeito e confuso sobre o que é a felicidade. Decidido a encontrar as respostas para o seu dilema, ele embarca numa viagem por vários países, onde conhece pessoas e culturas completamente diferentes. Ao longo da sua jornada, ele acaba por reunir experiências e reflexões que transformam a sua perspetiva sobre a felicidade e o sentido da vida.

Este filme acaba por acompanhar uma procura mais explícita, objetiva, palpável, onde Hector viaja pelo mundo à procura da fórmula da felicidade e acaba por descobrir que ela não se encontra num lugar específico nem numa verdade universal. A felicidade parece surgir da autenticidade, dos vínculos afetivos, da abertura à experiência e da capacidade de viver o presente.

Apesar de eu ter a minha perspetiva sobre o que é a felicidade, coloco a seguinte questão para reflexão: será que a felicidade é algo que podemos simplesmente encontrar, como Hector, ou algo que construímos continuamente através das nossas ações e relações, como Eleanor?