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FÓRUM

Educar para Questionar o Futuro- A Escola Como Laboratório Vivo

Educar para Questionar o Futuro- A Escola Como Laboratório Vivo

por Elisabete Maria Martins Silva Conceição - Número de respostas: 0

Na formação sobre Educação para e na Cidadania, foi mencionado o conceito de curadoria estudantil.”Fiquei curiosa e após algumas pesquisas e reflexões, concluí que nessa mesma dimensão, existe um conjunto de interrogações que nos convidam a repensar o lugar do aluno no processo educativo. Com efeito, mais do que um recetor de conteúdos, o aluno deve ser um agente participante ativo, investigador, questionador e construtor de sentido. No contexto de Educação para e na Cidadania, esta perspetiva assume uma particular relevância, porque educar para a cidadania implica formar alunos com capacidades /habilidades para pensar de forma crítica, dialogar, decidir e agir de forma consciente no mundo que os rodeia.

Quando os alunos são encarados como agentes de um verdadeiro “laboratório de questões” (termo utilizado pela formadora Ana Isabel Antunes – achei interessante este espaço de experimentação e de descoberta que estimula de forma dinâmica a criatividade e o espírito crítico dos miúdos), a escola passa, então, a ser um ambiente vivo que proporciona a reflexão e a curiosidade dos mesmos. A questão aqui é precisamente esta: usar a técnica da pergunta deixa de ser apenas um caminho para obter as respostas certas e passa a ser o meio para ver e entender o mundo de forma mais complexa. É nessa dinâmica ou metodologia educativa que os alunos irão realmente aprender porque estarão a investigar e não apenas a memorizar.

Assim, concluímos que é durante esse processo que os alunos aprendem a escutar, a problematizar, a cooperar e, acima de tudo, a assumir responsabilidade sobre as suas aprendizagens e sobre a importância das suas ações na comunidade escolar.

Por outro lado, cabe ao professor um papel igualmente desafiante e fundamental, sendo que não deverá fornecer todas as respostas, mas sim preparar os alunos para um futuro em constante transformação. Porque educar, hoje, exige desenvolver competências-chave para aprendizagens reais elencadas pela formadora Ana Antunes, nomeadamente o pensamento crítico, a autonomia, a criatividade, a empatia, a comunicação e a capacidade de adaptação. Além disso, também é essencial oferecer ferramentas que permitam aos nossos alunos continuar a aprender ao longo da vida. Daí ser necessário ensinar com honestidade e humildade intelectual, reconhecendo que o conhecimento está em constante construção e que o professor também está a aprender na interação com os seus alunos.

Com base neste raciocínio, entendi que é precisamente aí que reside o verdadeiro sentido da educação. Ter coragem de colocar perguntas difíceis, mais do que acumular respostas imediatas e fáceis. Porque é no futuro, aberto e em permanente construção que residem muitas das respostas que ainda hoje procuramos.

Observação:

Com base nos apontamentos realizados na última formação (2ª sessão – dia 26 de maio de 2026), desenvolvi a presente reflexão crítica e pessoal sobre os conteúdos abordados, relacionando-os com a minha prática e experiência no ensino. Este pequeno texto é o reflexo da consolidação das aprendizagens ocorridas durante a sessão, do questionamento acerca de pontos de vista e experiências pessoais, bem como da identificação de aspetos construtivos para melhorar a planificação da disciplina de Cidadania e aplicação futura da mesma.

Na prática, entendi que um “laboratório de pergunta é uma metodologia ou dinâmica pedagógica em que os estudantes são incentivados a perguntar; as dúvidas têm valor; errar faz parte do processo; o professor atua como mediador da investigação; o conhecimento é construído coletivamente.”

Bibliografia:

. Apontamentos realizados durante a formação

. Edgar Morin

. Paulo Freire

. John Dewey

. Lev Vygotsky