Após terminar esta formação e depois de ter explorado com mais atenção algumas ferramentas de inteligência generativa, parece-me inegável todo o seu potencial. Quando usada de modo consciente e crítico, pode ajudar-nos na realização de múltiplas tarefas, tanto aquelas que têm um carácter mais burocrático como aquelas que se prendem com a criação e desenvolvimento de recursos a usar em sala de aula. Com esta ferramenta de trabalho, certamente podemos criar recursos mais diversificados, mais apelativos e, não menos importante, mais adaptados às necessidades da diversidade dos alunos que temos em sala de aula.
Porém, não posso terminar esta reflexão sem referir que esta ferramenta de trabalho não pode substituir o professor. A capacidade de olhar criticamente sobre os conteúdos criados pela inteligência generativa pertence ao professor. É ele o arquiteto do trabalho (a produzir pela IA) e é a ele que compete a tarefa de verificação do produto final; compete-lhe a validação científico-pedagógica dos materiais produzidos. Ou seja, a qualidade do processo de ensino aprendizagem depende sempre de um contexto relacional; depende da capacidade do professor de ler e interpretar contextos, compreender os alunos e ter a capacidade de, no momento certo, tomar a decisão educativa adequada.
Imergidos nesta nova realidade, penso que já não é possível fingir que a IA não existe. Tal como integramos dentro das salas de aula, e com naturalidade, computadores, projetores e plataformas digitais, tendo a pensar que o mesmo irá suceder com a IA. Enquanto docente, considero que é importante prepararmo-nos para usar esta ferramenta e fazer dela uma mais-valia. Também me parece fundamental estarmos capacitados para ensinar os alunos a utilizá-la de um modo responsável, crítico e ético.