A impactante questão “O que vale mais, um chinelo roto ou um sapato novo e engraxado?”, parece confrontar-nos imediatamente com algo que ultrapassa a simples escolha entre dois objetos. Há, na própria formulação da pergunta, uma tensão que nos desperta e nos obriga a abrir um espaço interior amplo para a acolher, recusando a tentação de uma resposta imediata, única, definitiva, certa, pronta, curta, fugaz.
Trata-se de uma questão que nos interpela acerca do valor instável e mutável que atribuímos às coisas, conforme os contextos, as experiências, as necessidades e as memórias que as atravessam. Entre utilidade, conforto, aparência, identidade ou afeto, descobrimos que o valor raramente é absoluto.
A pergunta constitui, assim, um poderoso estímulo à argumentação, à escuta e à reflexão crítica sobre os critérios com que avaliamos o mundo, ajudando-nos igualmente a compreender que diferentes pessoas podem atribuir significados profundamente distintos às mesmas coisas e até surpreendermo-nos perante os seus diferentes contextos. Em diálogo aberto com as crianças, pode, efetivamente, enquadrar um ambiente de reflexão muito enriquecedor, fazendo-nos imergir significativamente “nas histórias e nos afetos que carregam”.
Por: Cibele Saque
Trata-se de uma questão que nos interpela acerca do valor instável e mutável que atribuímos às coisas, conforme os contextos, as experiências, as necessidades e as memórias que as atravessam. Entre utilidade, conforto, aparência, identidade ou afeto, descobrimos que o valor raramente é absoluto.
A pergunta constitui, assim, um poderoso estímulo à argumentação, à escuta e à reflexão crítica sobre os critérios com que avaliamos o mundo, ajudando-nos igualmente a compreender que diferentes pessoas podem atribuir significados profundamente distintos às mesmas coisas e até surpreendermo-nos perante os seus diferentes contextos. Em diálogo aberto com as crianças, pode, efetivamente, enquadrar um ambiente de reflexão muito enriquecedor, fazendo-nos imergir significativamente “nas histórias e nos afetos que carregam”.
Por: Cibele Saque