Nesta primeira sessão, fomos convidados a refletir sobre a nossa própria identidade através de cinco questões essenciais. A minha "viagem" nesta formação começou assim:
- Quem sou? Sou a Joana Soares, professora do 1º Ciclo do Ensino Básico, no Agrupamento de Escola Grão Vasco, em Viseu.
- O que faço aqui? Procuro adquirir conhecimentos e ferramentas práticas para saber lidar melhor com a enorme diversidade cultural que encontro todos os dias.
- O que me trouxe por este caminho? A minha realidade educativa atual. Tenho uma turma de 4.º ano com 20 alunos, onde apenas 4 são portugueses. Esta diversidade é o meu dia a dia.
- Para onde vou? O meu objetivo é ajudar a criar um ambiente escolar mais inclusivo, onde o respeito seja a base de tudo.
- O que levarei sempre comigo? A minha identidade cultural e as minhas experiências de vida.
Ao longo da sessão, senti-me desafiada e inquieta. Julgo que as perguntas desafiadoras nos levaram a pensar para além do óbvio, questionando o que realmente é essencial na nossa identidade e nas nossas escolhas. Percebi que para adquirir os conhecimentos e as ferramentas práticas que vim buscar para a minha turma de 20 alunos (e futuros alunos também), precisava primeiro de olhar para mim própria. A minha descoberta foi perceber que a interculturalidade começa na forma como eu, enquanto pessoa e professora, estou disposta a despir-me dos meus preconceitos para deixar entrar as histórias dos outros. Senti que ajudar um aluno estrangeiro é um investimento na dignidade humana, independentemente do seu destino final.