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"Ser Professor/a na Inter e na Multiculturalidade..."

Ser Professor/a na Inter e na Multiculturalidade

Ser Professor/a na Inter e na Multiculturalidade

por Ana Maria Figueiredo Catarino - Número de respostas: 0

 No Agrupamento Coimbracentro, dei aulas na Escola Básica Manuel Silva Gaio. Os alunos estrangeiros também eram muitos e de várias nacionalidades. Todas as integrações decorreram sem problemas, mesmo com alunos indianos a chegarem no mês de maio. Nesse mesmo ano, completei horário na Escola Secundária Jaime Cortesão em PLA, onde tive alunos de 10 paísesna mesma turma. Para além da parte curricular, como sou uma pessoa muito atenta observei que podia propor 1 atividade integradora que despoletasse a intercultualidade e relação de alunos de toda a comunidade escolar, através da simples participação desses 10 países na Festa do Agrupamento. A ideia surgiu, porque no programa PLA existia a temática da gaastronomia portuguesa e tinham que conhecê-la. Para a realização de um trabalho prático sugeri o seguinte: seleção de um prato salgado ou doce da zona e/ou país de origem para traduzir para português e após esse exercício prático teriam que fazer as iguarias para a festa do agrupamento. Ora, nesse momento a Coordenadora do Departamento de Línguas disse que nunca ninguém se tinha lenbrado disso. Os folhetos das iguarias foram feitos por cada país e as iguarias fizeram parte de uma secção da Festa. O resultado foi muito positivo, porque as crianças e jovens de uma escola dirigiram-se imediatamente e felizes para o arroz doce da Colômbia, o bolo da Rússia, o doce da Ucrânia, os bolinhos da Índia, as chamuças do Paquistão, o doce do Nepal, os salgados do Canadá, os bolos do Senegal, a doçaria do Irão e de Marrocos. O resultado foi excelente, porque os portugueses não conheciam e quiseram experimentar e por sua vez todos os alunos do 1º, 2º e 3º ciclo tiveram a oportunidade de se sentirem em casa, bem como os adultos enriqueram a atividade, tornando o âmbiente da escola mais integrador....outros exemplos tenho, tal como a integração de 12 timorenses em Mpntemor-o-Velho para realizarem os estudos em Portugal. Todo o processo foi orientado por mim e estiveram em Portugal 3 anos, seguindo depois para dois destinos distintos. Uns regressaram com mais competências técnicas a Timor e para o mundo do trabalho, outros seguiram outras formações em Portugal ou ma Europa. Da minha experiência, tenho a dizer que a mais fácil é com Países Africanos de Língua Portuguesa. Todos os outros países a integração e relação de desenvolvimento de atividades ou integração no mundo do trabalho só é positiva se não impusermos nada do que é nosso ao outro. A nossa atitude, postura, comportamento e a paciência para receber, atender, ajudar, colaborar tem implicação direta no sucesso ou não da experiência. Ser professor, ser monitor, ser integrador é colocar em prova todas as nossas competências de acordo com cada objetivo que nos propomos atingir. E acrescento que em qualquer lugar do planeta, nós exercemos a interculturalidade, ora entre países e culturas, bem como dentro do próprio país entre regiões e várias formas de vivência familiar. Desafio gratificante, mas só com uma capacidade e uma formação muito alargada é que conseguimos o sucesso pleno. Somos todos diferentes e todos iguais.